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Porcelanato ou cerâmica: qual escolher?

Publicado em por Casa Shopping

Porcelanato e cerâmica servem para usos diferentes. O porcelanato absorve menos água, resiste mais a manchas e ao desgaste e combina com áreas de muito movimento. A cerâmica é mais leve, mais fácil de cortar e costuma custar menos por metro quadrado, sendo uma boa escolha para quartos, áreas de serviço e reformas com orçamento apertado.

O que é porcelanato e o que é cerâmica

Os dois são feitos de argila e outros minerais, prensados e queimados em forno. A diferença está na composição da massa, na força da prensagem e na temperatura de queima. O porcelanato usa matérias-primas mais puras, é prensado com mais pressão e vai ao forno em temperatura mais alta. O resultado é uma peça mais densa, com poros muito pequenos.

A cerâmica, também chamada de piso cerâmico, tem uma base mais porosa, coberta por uma camada de esmalte que dá a cor e o desenho. É por isso que, quando uma cerâmica lasca, aparece por baixo uma cor diferente da superfície.

Absorção de água: a diferença que define o uso

A principal medida técnica que separa os dois é a absorção de água. Pelas normas brasileiras da ABNT, um produto só pode ser chamado de porcelanato se absorver no máximo 0,5% de água. Pisos cerâmicos comuns absorvem mais, em faixas que podem passar de 6%. Na prática, isso significa:

  • Menos manchas: com poros menores, líquidos e gordura penetram menos na peça.
  • Mais resistência: a peça densa aguenta melhor impacto, peso de móveis e tráfego intenso.
  • Uso externo: a baixa absorção protege contra a dilatação causada por água e variação de temperatura.

Resistência ao desgaste e o índice PEI

Nas peças esmaltadas, a resistência da superfície ao desgaste aparece na caixa como PEI, uma escala de 0 a 5. Quanto maior o número, mais a peça aguenta o atrito de sapatos e areia sem perder o brilho ou o desenho.

  • PEI 1 e 2: paredes e ambientes com pouquíssima circulação.
  • PEI 3: quartos e áreas internas de uso moderado.
  • PEI 4: sala, cozinha, corredor e toda a área social da casa.
  • PEI 5: áreas de tráfego intenso, como garagem e comércio.

O porcelanato técnico, que tem a mesma cor em toda a espessura, dispensa essa classificação: como não depende de esmalte, o desgaste não revela outra cor.

Preço, peso e instalação

A cerâmica costuma sair mais em conta por metro quadrado e é mais simples de cortar, o que reduz o tempo e o custo da mão de obra. O porcelanato pede ferramenta de corte adequada, argamassa própria e mais cuidado no nivelamento, principalmente nos formatos grandes. Para porcelanato, o comum é usar argamassa colante do tipo AC-III, que tem aderência maior para peças que absorvem pouca água.

Outro detalhe é a borda. Porcelanatos retificados têm cantos cortados em esquadro e permitem juntas de 1 a 2 milímetros, deixando o piso com aparência contínua. Pisos com borda arredondada exigem juntas maiores, e o rejunte fica mais aparente.

Onde usar cada um

  • Sala e áreas sociais: porcelanato, pelo acabamento contínuo e pela resistência ao tráfego.
  • Cozinha: porcelanato ou cerâmica de PEI 4, com baixa absorção para resistir a gordura e respingos.
  • Quartos: a cerâmica atende bem e ajuda a equilibrar o orçamento da obra.
  • Banheiro: qualquer um dos dois, desde que antiderrapante no box. Na parede, a cerâmica é leve e fácil de assentar.
  • Área externa e garagem: porcelanato para área externa ou cerâmica de PEI alto, sempre com superfície antiderrapante.

No banheiro, planeje o revestimento junto com as louças. A posição do vaso e da pia define onde vão os recortes, e as peças do setor de louças e metais ajudam a fechar esse desenho antes de comprar o piso.

Polido, acetinado ou natural

O porcelanato polido tem brilho espelhado e valoriza salas e quartos, mas fica escorregadio quando molhado e mostra mais os riscos. O acetinado tem brilho suave e esconde melhor as marcas do dia a dia. O acabamento natural, fosco e com leve textura, é o mais seguro para áreas molhadas e externas. Na cerâmica, as opções seguem a mesma lógica: esmalte brilhante para parede e esmalte fosco ou texturizado para o chão.

Como decidir sem errar

Comece pelo ambiente, não pela foto. Pergunte onde a peça vai, quanta gente passa por ali, se o local molha e quanto você pode investir. Depois, veja as peças pessoalmente, sob luz natural, porque o brilho e a tonalidade mudam muito entre o catálogo e o chão. Por fim, calcule a metragem com a sobra de recortes e compre tudo do mesmo lote. O cálculo, com exemplo, está em como calcular a quantidade de piso.

Uma última dica: se a reforma inclui pintura, a cor da parede muda a leitura do piso. Um porcelanato cinza claro fica frio com parede branca e aconchegante com parede em tom areia. O artigo tinta fosca, acetinada ou semibrilho ajuda a escolher o acabamento da parede para acompanhar o piso novo.

Precisa do material?

Ainda na dúvida entre as duas? Na Casa Shopping, em Exu, os pisos ficam expostos em painéis para você comparar lado a lado. Se preferir, mande as medidas pelo WhatsApp e a equipe sugere as opções para cada ambiente.

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